Como diagnosticar o Autismo?

Publicado em 2 de novembro de 2017

Como é feito o diagnóstico de autismo

É recomendado que o diagnóstico de autismo seja feito por um profissional da área de medicina e que possua experiência clínica diagnosticando essa síndrome.
Segundo o site Autismo Realidade (2017), “O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.”

Segundo Mello (2007), para diagnosticar o autismo deve apenas fazer uma avaliação do quadro clínico por conta de não existirem testes específicos para a detecção do autismo. Ainda para o autor, normalmente, o médico solicita exames para que possa fazer uma análise das condições que o paciente possui (possíveis doenças) para fazer uma comparação com as causas do autismo e que possam apresentar um quadro de autismo.

Portanto, embora às vezes surjam indícios bastante fortes de autismo por volta dos dezoito meses, raramente o diagnóstico é conclusivo antes dos vinte e quatro meses, e a idade média mais frequente é superior aos trinta meses.
Assim, o diagnóstico precoce é importante para poder iniciar a intervenção educacional especializada o mais rapidamente possível.

 

Instrumentos para diagnosticar o autismo

Existem vários tipos de sistemas diagnósticos utilizados para a classificação do autismo. Os mais comuns são a Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde, ou CID-10, em sua décima versão, e o Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais da Academia Americana de Psiquiatria, ou DSM-IV.
No Reino Unido, também é bastante utilizado o CHAT (Checklist de Autismo em Bebês, desenvolvido por Baron-Cohen, Allen e Gillberg (1992), que é uma escala de investigação de autismo aos 18 meses de idade. É um conjunto de nove perguntas a serem propostas aos pais com respostas alternativas de sim ou não.

 

REFERÊNCIAS: MELLO, A. M. S. R. de. Autismo: guia prático. 8. ed. São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2007.

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