Níveis do Autismo

Publicado em 15 de novembro de 2017

Os Graus do Autismo

Uma das maiores dúvidas dos pais de crianças autistas é se existem níveis de diferenciação de autismo, e quais são esses níveis. Segundo o site carlaulliane (2016), o TEA pode ser classificado em três níveis:
Grau leve – Nível 1; Grau moderado – Nível 2; Grau severo – Nível 3;

Nível 1 – Necessidade de pouco apoio

O nível 1, considerado o mais leve de autismo, apresenta características básicas da síndrome, com pequenas proporções de dificuldade em interações, comunicação, exemplificados em 2 aspectos:

Comunicação social: A criança necessita de apoio contínuo para que as dificuldades na comunicação social não causem maiores prejuízos; Apresenta dificuldade em iniciar interações com outras pessoas, sejam adultos ou crianças, ocasionalmente oferecem respostas inconsistentes as tentativas de interação por parte do outro; Aparentemente demonstram não ter interesse em se relacionar com outras pessoas.

Comportamentos repetitivos e restritos: Ocasiona uma inflexibilidade comportamental na criança, gerando assim dificuldade em um ou mais ambientes; A criança fica por muito tempo em uma única atividade (hiperfoco) e apresenta resistência quando necessita mudar para outra; Alterações na organização e planejamento podem atrapalhar o trabalho pela busca da independência e autonomia da pessoa.

Nesse nível é observado uma pequena dificuldade na comunicação e interação com outras pessoas, hiperfoco em uma mesma atividade, tudo isso acarreta em um obstáculo na autonomia e convivência social da pessoa autista, mas são características básicas do TEA, que podem ser tratados com atividades interativas para um melhor convívio e qualidade de vida da pessoa.

Nível 2 – Necessidade de apoio substancial

O nível 2, considerado o nível mediano de autismo, onde apresenta características marcantes da síndrome, com proporções de dificuldade em interações e comunicação bem aparentes, retratados em 2 critérios:

Comunicação social: A criança apresenta um déficit notável nas habilidades de comunicação tanto verbais como não-verbais; Percebe-se acentuado prejuízo social devido pouca tentativa de iniciar uma interação social com outras pessoas; Quando o outro inicia o diálogo as respostas, geralmente, mostram-se reduzidas ou atípicas.

Comportamentos repetitivos e restritos: Apresenta inflexibilidade comportamental e evita a mudança na rotina, pois tem dificuldade em lidar com ela; Essas características podem ser notadas por um parente ou amigo que raramente visita a casa da família; A criança se estressa com facilidade e tem dificuldade de modificar o foco e a atividade que realiza.

Nesse nível é observado uma dificuldade na comunicação e interação com outras pessoas maior que a do nível 1, no qual o tratamento será mais demorado, mas que também poderá trazer bons resultados e melhorar a vida do autista.

Nível 3 – Necessidade de apoio muito substancial

O nível 3, considerado o mais alto nível de autismo, onde apresenta características marcantes da síndrome, com proporções de dificuldade em interação, comunicação, socialização e aprendizagem muito aparentes, exemplificados em 2 critérios:

Comunicação social: Existem severos prejuízos na comunicação verbal e não- verbal; Apresenta grande limitação em iniciar uma interação com novas pessoas e quase nenhuma resposta as tentativas dos outros.

Comportamentos repetitivos e restritos: Existe presença de inflexibilidade no comportamento; Extrema dificuldade em lidar com mudanças na rotina e apresentam comportamentos restritos/repetitivos que interferem diretamente em vários contextos; Alto nível de estresse e resistência para mudar de foco ou atividade.

O mais importante é compreender que não importa o nível em que a criança esteja, mas sempre proporcionar os cuidados de acordo com suas necessidades específicas.

 

REFERÊNCIAS: MELLO, A. M. S. R. de. Autismo: guia prático. 8. ed. São Paulo: AMA; Brasília: CORDE, 2007.

^