Durante o Abril Azul, a principal mensagem é clara: mais do que conscientizar, é preciso garantir respeito, acesso à saúde e oportunidades para que pessoas com autismo possam desenvolver plenamente seu potencial.
Durante o mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), instituições de saúde em todo o país destacam a importância do diagnóstico precoce, da inclusão e da oferta de assistência qualificada para pessoas neurodivergentes. Aqui vale uma ressalva da redação – também precisamos garantir leis mais claras, com menos “escapes jurídicos” a fim de diminuir o sofrimento e a insegurança de pais e familiares de autistas atentidos por planos de saúde particulares. Segue a matéria publicada pelo Ministério da Educação, referente ao SUS.
Em 2026, a campanha Abril Azul traz como tema “Autonomia se constrói com apoio e respeito”, ressaltando que o desenvolvimento das pessoas com autismo depende do suporte conjunto da família, da escola, dos serviços de saúde e da sociedade.
investigação genética para melhor compreensão de cada caso
Além da inclusão, o cuidado em saúde tem papel essencial. No Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) da Universidade Federal de Campina Grande, o atendimento a pacientes com autismo inclui investigação genética para melhor compreensão de cada caso. De acordo com a médica geneticista do HUAC, Rayana Maia, não existe um exame único capaz de diagnosticar o TEA:
“A investigação é voltada para entender as causas. O autismo pode ser visto como um conjunto de sinais que precisam ser analisados com profundidade.”
A especialista explica:
“A genética permite identificar se o transtorno está associado a condições específicas, como a Síndrome do X Frágil, alterações cromossômicas ou outras síndromes, além de indicar riscos para problemas de saúde, como doenças cardíacas, renais e metabólicas. Em alguns casos, o diagnóstico pode ser clínico, como ocorre na Síndrome de Down.”
No HUAC, o ambulatório funciona semanalmente e prioriza pacientes com comorbidades, como malformações, crises convulsivas, deficiência intelectual ou características físicas específicas. A investigação pode envolver exames como cariótipo, testes moleculares e sequenciamento do exoma, realizados conforme a necessidade de cada paciente.
O acompanhamento é feito por equipe multidisciplinar, envolvendo áreas como neuropediatria, psiquiatria e pediatria, com foco na melhoria da qualidade de vida e no suporte às famílias.
Acolhimento e suporte às famílias
Além dos desafios enfrentados pelas pessoas com autismo, familiares também lidam com uma rotina intensa. A psicóloga Aline Zottos, mãe de uma criança autista, ressalta a importância do acolhimento e da empatia:
“A rotina envolve múltiplas terapias e desafios na escola. É fundamental não romantizar a situação e oferecer apoio real às famílias.”
Ela também destaca a importância de políticas institucionais, como a redução da carga horária de trabalho para acompanhamento de filhos com deficiência, garantindo melhores condições de cuidado.
Compromisso com a qualidade de vida
A presença de profissionais autistas e de familiares em instituições como a Rede HU Brasil reforça a necessidade de combater o preconceito e ampliar o acesso a serviços especializados. A integração entre diagnóstico, acompanhamento clínico e inclusão social é apontada como essencial para promover autonomia e qualidade de vida.
Sobre a HU Brasil
O HUAC-UFCG faz parte da Rede HU Brasil desde 2015, vinculada ao Ministério da Educação (MEC). A HU Brasil foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Com informações do Minisério da Saúde. Imagem ilustrativa: Freepik.




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