A Unimed Porto Alegre também será notificada para justificar o descredenciamento de clínica especializada no tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O presidente da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Leonel Radde (PT), requereu a intervenção da Defensoria Pública para que o órgão atue no caso da clínica especializada no atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), cujo contrato com a Unimed Porto Alegre foi unilateralmente rompido. A ação da operadora de saúde prejudicou cerca de 50 famílias, muitas das quais não têm recursos para acionar a Justiça a fim de garantir o atendimento contratado, informou. O parlamentar também adiantou que a Unimed Porto Alegre será notificada para esclarecer as razões que motivaram o descredenciamento.

A decisão foi tomada após Samara Costa, mãe de uma criança de nove anos diagnosticada com TEA grau 3, relatar à comissão as agruras que cerca de 50 famílias estão enfrentando com a interrupção do tratamento que recebiam em estabelecimento classificado como prestador de máxima qualidade, segundo avaliação da própria Unimed, conforme documento obtido pelo site de notícias Porto Alegre 24 Horas. A audiência ocorreu em 26 de fevereiro.

No parlamento, Samara revelou:

Ela acrescentou que a opção oferecida pelo plano de saúde não agradou:

Segundo ela, o intervalo entre as sessões pode chegar a duas horas.

Samara afirmou aos parlamentares da comissão que o descredenciamento representa um risco coletivo:

Ressaltou que dados clínicos e históricos não podem ser repassados apenas por relatórios: a equipe precisa conhecer a criança. E salientou:

A representante da famílias destacou:

E concluiu:

Ao site Porto Alegre 24 Horas, a Unimed Porto Alegre informou que o descredenciamento da clínica integra um processo contínuo de qualificação da rede credenciada, conduzido com base em critérios técnicos e voltado à segurança e à qualidade do atendimento prestado aos beneficiários.

Por meio de nota, também garantiu que todas as crianças seguem em atendimento e que as famílias estão sendo acompanhadas por uma equipe dedicada exclusivamente ao processo de migração, com foco em transições cuidadosas e individualizadas.

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